quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O perigo da obesidade em animais de estimação

Muitos não sabem, mas o risco mora dentro da nossa própria casa

Poucos sabem que os maus hábitos alimentares dos seres humanos também têm influenciado a dieta de seus animais de estimação e os motivos para o problema são diversos.
Segundo a médica veterinária Ana Paula Peters a estimativa de obesidade dos animais no Brasil é grande. “Os motivos para que isso aconteça é que devido ao fato de termos humanizado demais o nosso cãozinho ou gatinho, estamos lhes proporcionando os nossos hábitos alimentares, superalimentando-os e não os estimulando a atividades físicas”, explica a doutora.
Caso não seja tratada a doença, contribui a médio e longo prazo, para o surgimento de problemas ósseos, devido à sobrecarga na coluna e pernas do animal. “Um animal obeso pode apresentar tanto doenças cardiovasculares quanto doenças endócrinas, como a diabete, por exemplo,”, diz Ana Paula.
Um animal pode ser considerado obeso quando estiver com mais de 40 % acima do peso corpóreo “ideal”. O médico veterinário Samuel Vianei Paganelli explique que independente da ração usada, o animal pode vir a engordar da mesma maneira. Ele explica que devemos ter o cuidado de dar a quantidade correta e a qualidade da ração também é de suma importância para a saúde do animal. “Temos que ficar atentos a predisposição genética, assim como nos humanos, bem como problemas metabólicos, como hipotireoidismo e diabete”.
Atrás de cada embalagem de ração existem prescrições do fabricante do produto. Para Samuel o correto é avaliarmos cada caso para ver se as quantidades e o tipo de ração são adequados para este animal, pois existem no mercado rações específicas para cada raça e idade.
O veterinário diz que seria correto dar a ração certa para cada raça, mas as mesmas esbarram um pouco no preço. “O correto é darmos uma ração de qualidade. Sempre devemos consultar o Médico Veterinário, que este indicará a melhor ração para o animal”, diz Samuel.

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