Um esporte que também transforma a consciência das pessoas
Parece incrível, mas na luta de Vale Tudo, nem tudo vale. Há regras, por isso hoje a luta é mais conhecida como Mixed Martial Arts. Trata-se de uma junção de artes marciais em que os lutadores não precisam seguir um estilo específico de luta. Os lutadores treinam variadas modalidades, e dentro do octógono - ringue de luta, mostram toda a sua habilidade de anos de treinamento.
É considerado um bom lutador aquele que domina os principais golpes e sabe aplicá-los no momento certo. Para o empresário e professor de artes marciais, Franklin Jansen, de 35 anos, a concentração é uma das maiores armas na hora de uma luta. “Quando eu entro no octógono, a emoção é indescritível, mas se não houver uma concentração antecipada, o show não acontece”.
A maioria dos lutadores sempre busca inspiração em outros atletas para começar a pratica do esporte. Franklin começou a lutar jiu-jítsu quando conheceu o trabalho de Roice Gracie. Para quem não sabe, Gracie é a maior família de lutadores brasileiros, originários de Belém do Pará. No final da década de 1990, atingiram grande público com os campeonatos de Vale Tudo e depois ficaram conhecidos pelos campeonatos de MMA, onde vários integrantes foram campeões.
O MMA tem como finalidade o desenvolvimento físico e psicológico do homem, assim como prepará-lo para a defesa própria a qualquer tipo de agressão. Trabalha muito com a confiança e a auto-estima de cada competidor. Para o professor, o medo na hora de cada luta é inevitável. “O cara que diz que não sente medo está mentindo, pois o medo é inerente ao ser humano. Todo mundo tem medo, medo de morrer, medo de se machucar. Se não houver o medo, não tem graça a luta”.
>Iniciante
Franklin Jansen indica para quem quer começar a praticar artes marciais, principalmente crianças, que procurem uma luta que não seja tão real como o Vale Tudo, mas que tenha uma filosofia e disciplina, pois a luta pode interferir muito na educação. “As lutas mais próximas ao real são indicadas a partir dos 10, 11 anos”.
Judô, taekondô e caratê são lutas que ele indicaria para as crianças que buscam começar a praticar. Depois, se ela realmente quiser continuar, ele indica jiu-jítsu e muay thay que são mais agressivas e darão mais apoio para a formação dessa criança, para de repente, se transformar em um lutador no futuro.
Para os adultos, depende muito do objetivo de cada pessoa, se ela busca uma satisfação pessoal qualquer luta vai ser indicada. Mas se o objetivo for chegar mais perto da realidade, ele indica também o jiu-jítsu, muay thay, o boxe, que são lutas que vão gerar um bom conhecimento.
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