A conscientização nesta época é importante para que a população economize em energia
O horário de verão se estenderá até o dia 20 de fevereiro de 2011. Segundo o pesquisador responsável pelo laboratório de Eficiência Energética da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Raimundo Celeste Ghizoni Teive, o ajuste no horário não visa conscientizar a população, mas sim busca reduzir a coincidência de consumo. “O consumo, tanto residencial, comercial, industrial ou iluminação pública, no horário de maior pico, que é o chamado horário de ponta (das 18h30 as 21h30), deve ser mais aproveitado através da luminosidade natural ao fim do dia”, explica ele.
Na prática, o adiantamento do horário em uma hora diminui o carregamento nas linhas de transmissão, subestações e nos sistemas de distribuição, de forma que, o atendimento em épocas de maior consumo ocorra com maior eficiência.
>Dificuldade
Para Raimundo, no horário de ponta, não se consegue atender todos os consumidores apenas com geração hidrelétrica, a qual é mais barata por ser produzida pela força da água. Então é necessária também a geração de energia termelétrica, proveniente da queima do carvão e do gás natural, a qual é mais cara e causa mais poluição. “Reduzindo-se o consumo de energia na ponta, reduz-se também a produção de energia proveniente das termelétricas, trazendo benefícios ambientes e econômicos. No último horário de verão teve-se uma economia de 30 milhões de reais”, completa o professor.
O horário de verão é válido para as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país. Segundo o professor, as regiões mais próximas à linha do Equador (norte e nordeste) não apresentam diferença de luminosidade natural significativa durante o ano, não justificando a adoção desta política.
>Economia
Em todas as regiões onde foi aplicada a medida, contabiliza-se uma redução medida na demanda de aproximadamente 4,5%. “Este número é equivalente a metade da carga de Florianópolis no horário de ponta, durante o horário de verão”, explica Raimundo.
>Conscientização
Raimundo conclui explicando que as pessoas têm que estar conscientes de que a produção de energia elétrica é um processo complexo e caro. O uso racional de energia elétrica é fundamental para minimizar impactos ambientais, futuros black-outs e racionamentos. “Devemos evitar desperdícios e ao comprarmos equipamentos, procurar aqueles mais eficientes (selo PROCEL). No caso de iluminação, utilizar lâmpadas fluorescentes compactas ou de LEDs”.
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